Por que Bruno Reis optou por dirigir o Turismo do RN?
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Depois de exercer importantes cargos nacionais no setor, o bacharel em Turismo com especialização em Administração e Marketing pela Southern Cross University, na Austrália, Bruno Giovani Reis, deu uma guinada na vida profissional e está morando em Natal, onde assumiu há 15 dias a presidência do órgão estadual de Turismo, a Emprotur.

A pergunta é tão óbvia quanto direta. E talvez venha sendo respondida exaustivamente por ele. Por que ele optou pelo Nordeste após passar por cargos, digamos, mais abrangentes no eixo Brasília-Rio de Janeiro? Teria ele o feeling necessário para passar a “vender” um produto que ainda não conhece bem? Ou o que vale é a técnica?

Bruno Reis foi, recentemente, executivo do Aeroporto Internacional Tom Jobim – Rio Galeão. Atuou na Secretaria de Turismo do Distrito Federal. foi gerente de Inteligência Competitiva e Mercadológica da Embratur, quando coordenou os 13 Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) que cobriam 20 países, e comandou ações de captação e fomento no Ministério do Turismo à época da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Agora, em Natal, vai enfrentar um grande desafio mercadológico: ajudar efetivamente a recolocar o Rio Grande do Norte nas prateleiras dos vendedores e na intenção dos turistas. Poderá (e deverá) faltar dinheiro para divulgações ou promoções de grande porte, além de subsídios para melhor embalar o produto. Vale lembrar que o Estado está falido, devendo salários. É a maior crise econômico-financeira e de segurança do RN. Mas, segundo Bruno Reis, não faltarão idéias e parcerias para vender o Turismo potiguar. Ele se diz pronto para a luta.

PORTAL PANROTAS – O que fez você topar esse desafio?
BRUNO REIS – Sempre tive muito interesse em entender como o Turismo na Região Nordeste se desenvolve e como isso pode ser melhor aproveitado. Já morei em todas as macrorregiões do Brasil e estava faltando o Nordeste. Acredito que o RN tem muito a ser explorado, pois possui um diferencial competitivo na região muito forte e também quando comparado a outros destinos com produtos similares na América Latina.

PANROTAS – Nesse pouco tempo em Natal, quais os principais gargalos que identificou no Turismo?
REIS – Acredito que podemos melhorar a sinergia entre os atores do Turismo no Estado e utilizar com mais inteligência as ferramentas de promoção e vendas disponíveis no mercado. Penso que precisamos inserir o RN cada vez mais no mundo digital.

PANROTAS – Na sua percepção, como o RN poderia ser melhor divulgado?
REIS – Aprimorando a inteligência comercial poderemos ter um cenário mais claro sobre quais ferramentas e estratégias devemos utilizar para aumentar nossa fatia de mercado frente a esse mundo tão competitivo que se tornou o Turismo.

PANROTAS – Você coordenou os EBTs na Embratur. O que houve com a manutenção deles? Faltou incentivo ou não eram tão necessários?
REIS – Coordenei a implantação e gestão dos 13 escritórios que cobriam os 20 países que a Embratur tinha atuação de 2013 a 2016. Nosso foco era a promoção da Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos Rio de 2016. Foi um período muito importante de promoção do País. Sou imensamente grato por ter participado. Enquanto estive à frente, nós ganhamos o prêmio de melhor escritório de promoção no Reino Unido em 2015. Isso demonstra que nossa estratégia foi muito exitosa. Na minha opinião os escritórios são muito importantes para prospecção de negócios para o país e marcam nosso espaço no mercado frente à concorrência.

PANROTAS – No Rio Galeão você atuou na busca de business partners. Valeu a pena?
REIS – O trabalho no aeroporto foi extremamente importante na minha carreira. Inserimos um aeroporto privatizado na cadeia produtiva do Turismo. Poderíamos colaborar com o destino. Foi um trabalho muito além de captação de empresas aéreas. Hoje o mercado entende como os aeroportos podem colaborar com a indústria do Turismo e eu me tornei até o momento o único profissional do Turismo a ter trabalhado em um aeroporto privatizado no Brasil. As iniciativas foram tão exitosas que ganhamos o primeiro lugar na categoria de marketing e apoio à comercialização do Turismo no Prêmio Nacional do Turismo no fim do ano passado.

PANROTAS – Comenta-se que você teve outros convites para órgãos públicos de Turismo. Você confirma? E por que o RN “ganhou” a “concorrência”?
REIS – Sim, confirmo. O RN ganhou pois é o que atende melhor o momento atual da minha carreira e conexão com meu proposito de vida. Além disso, a atual gestão da secretária de Turismo, Ana Maria Costa, chamou minha atenção pelo discurso coerente, principalmente no tema das companhias aéreas.

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